O governador inaugura a Industria SICOR Brasil.
O governador Jaques Wagner (PT), esteve pela terceira vez, desde que tomou posse em 2007, sendo duas vezes em menos de um mês, na cidade de Riachão do Jacuípe, no território de identidade Bacia do Jacuípe, no sábado (05), onde inaugurou uma unidade da Sicor Indústria de Cordoaria, anunciou a recuperação de trecho da BA-120 e assinou convênio para reforma da Praça Landulfo Alves.
Wagner chegou no helicóptero oficial ás 08h45 e estava acompanhado dos pré-candidatos que formaram sua chapa para reeleição, Otton Alencar, pré candidato a vice-governador, da deputada Lídice da Mata (PSB) e do deputado Walter Pinheiro (PT), que vão disputar as vagas para o Senado. Conforme o costume de participar dos atos de inaugurações de indústrias, desta vez o secretário de Indústria e Comércio, James Correia não compareceu e sua ausência não foi justificada.
A comitiva do governador foi recebida pelo prefeito Lauro Falcão (PMDB), deputado Emério Resedá (PDT), pelo presidente da SICOR/Brasil, José Hamilton Passos de Araújo e por um grupo português, liderado por Oscar Esteves que percorreram toda extensão da area interna para conhecer os equipamenetos, bem como os produtos fabricados.
A SICOR é uma empresa portuguesa especializada na produção de cordoaria, voltada para atender os setores do comércio, indústria, agricultura e pesca. Foi fundada em 1947, resultado da associação de várias cordoarias manuais. Com sede em Cortegaça, no norte de Portugal, tem capital social de cinco milhões de euros. É direcionada para o mercado externo, exporta direta ou indiretamente quase totalidade da sua produção. Atualmente emprega cerca de 450 trabalhadores.
A Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (Sicm), prorrogou os benefícios e obrigações para a Sicor e concedeu benefícios de infraestrutura, disponibilizando um galpão de cinco mil metros quadrados, em regime de concessão de uso, por dez anos.
Fábrica em Riachão – Foram investidos R$ 3 milhões na construção da unidade para a produção de cordoaria de sisal e sintéticos e tapetes, que terá capacidade para produzir cinco mil toneladas por ano. O faturamento anual estimado é de R$15 milhões. Essa fábrica deverá gerar 84 empregos diretos. A produção será voltada para exportação, visando atender o mercado europeu, segundo o administrador da unidade em Riachão do Jacuípe, Hamilton Neto. Ele apresentou a equipe do CN o produto Baler Twine, pronto para exportação, que deverá acontecer dentro de quinze dias para os Estados Unidos.
Riachão do Jacuípe era um dos principais pólos fornecedores do sisal baiano, chegando a ter 1.980 motores de sisal e mais de 10 mil trabalhadores. Com o passar dos anos, os antigos campos de sisal foram substituídos por pastos, para a prática da pecuária. Com essa a fábrica, a expectativa é de retomada do dinamismo da produção de sisal na região.
O deputado Emério Resedá (PDT), falou ao CN da satisfação em vê está fabrica funcionando, pois tem lutado desde 2005, quando foi assinado o primeiro protocolo de intenções e renovado em 2007. Para o parlamentar, a chegada da fábrica internacional de origem portuguesa, a primeira instalada no Brasil, tornou-se possível pela renovação do protocolo de intenções, em 2009, assinado pelo Governo do Estado e “a expectativa é de que seja retomado o dinamismo da produção de sisal na região”, falou Resedá.
Wagner; “Estamos cada vez mais atraindo fábricas e indústrias para a Bahia. A Sincor é uma delas, para a qual cedemos inclusive o galpão de instalação. A presença da fábrica vai agregar valor ao sisal, que é matéria-prima abundante na região, além de gerar emprego e renda. Isso tudo no interior da Bahia, de forma descentralizada promovendo desenvolvimento equilibrado de todo Estado”, afirmou o governador a equipe do CN.
Para Tom Araújo, pré candidato a deputado estadual pelo DEM e um dos acionistas da SICOR, ele que não esteve no recinto enquanto o governador permaneceu, a empresa criou um banco de empregos e dentro das necessidades irá chamando os trabalhadores cadastrados, que são treinados por cinco portugueses, sendo três homens e duas mulheres e aptos para o trabalho, são contratados.
Segundo Tom, os empregos gerados serão exclusivamente para os jacuipenses, conforme acordo firmado com o prefeito Lauro Falcão, pois “cheguei a esta terra para ser parceiro e contribuir com seu desenvolvimento”, afirmou.
Ele também informou que foram adquiridas mais vinte tarefas de terras ao lado da indústria atual, onde serão construídos dois galpões, sendo um para armazenamento e outro para produção, “iremos produzir fios sintéticos e teremos o pólo petroquímico de Camaçari como nosso fornecedor”, informou Araújo.
Segundo o presidente da Sincor, Oscar Esteves, a Bahia foi escolhida pelo apoio que recebeu do Governo do Estado, pela abundância de matéria-prima e pela mão de obra já adaptada ao sisal.
“Nossa expectativa é ampliar a produção, possibilitando mais empregos e mais exportações”, destacou Esteves.